
O mercado financeiro registrou uma queda expressiva do dólar nesta sexta-feira (14), fechando abaixo de R$ 5,70 pela primeira vez desde novembro. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,6956, representando um recuo de 1,26%. Essa desvalorização ocorreu em um contexto de incertezas globais, impulsionadas por decisões do governo dos Estados Unidos e pela recente divulgação de dados políticos no Brasil. Paralelamente, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou alta de 2,62%, alcançando 128.122 pontos.
Nos Estados Unidos, a decisão do presidente Donald Trump de estabelecer tarifas recíprocas para importações gerou forte reação no mercado. A medida visa equilibrar os impostos cobrados sobre produtos estrangeiros que entram no país, tornando as taxas semelhantes às aplicadas pelos parceiros comerciais dos EUA. O impacto imediato foi uma redução na pressão cambial, dado que essas tarifas entrarão em vigor apenas em abril. No entanto, economistas alertam que tais mudanças podem pressionar a inflação norte-americana e dificultar eventuais cortes de juros pelo Federal Reserve.
No Brasil, a recente pesquisa Datafolha, publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, indicou que a aprovação do governo Lula caiu para 24%, enquanto a reprovação atingiu 41%, o pior índice desde o início de seu mandato. Essa percepção negativa gerou reações no mercado financeiro, uma vez que investidores interpretam o resultado como um possível enfraquecimento do atual governo em futuras disputas eleitorais. Além disso, dados recentes do IBGE mostraram que a taxa de desemprego atingiu os menores níveis históricos em 14 estados brasileiros, o que também influencia a direção do mercado.
O comportamento do câmbio segue influenciado por fatores externos e internos. A política tarifária de Trump pode gerar instabilidade global, afetando o preço das commodities e provocando um efeito cascata sobre a inflação mundial. No Brasil, a instabilidade política continua a ser um fator de atenção para investidores, principalmente diante da possibilidade de alterações na política econômica do governo. Para o futuro, o mercado deve acompanhar de perto as decisões do Federal Reserve e o impacto das tarifas americanas no comércio internacional.


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